Minha querida Marafona Colorida,
És a marafona de feltro, que nasceu pelas minhas mãos,
no ano letivo anterior (2o15/ 2o16),
e sou completamente apaixonada por ti, embora seja muito suspeita!
E hoje fui buscar-te para te contar a tua história...
Foste concebida na minha cabeça e nasceste pelas minhas mãos.
Vesti-te de feltro, por cima do teu "esqueleto", em forma de cruz,
de ripas de madeira pintadas de cor branco e
do teu "corpo" de trapilho, também, de cor branco.
Coloquei-te um lenço, de feltro (claro), na tua cabecita, também de feltro,
sem olhos, boca ou ouvidos.
Enfeitei-te com um laço e coloquei-te, no colo, uma flor.
E assim, nasceste! ;)
Depois, levei-te à escola. ;)
Reconheceram-te logo, "É uma marafona!".
No entanto, não eras uma marafona igual às outras marafonas
que todos, naquela escola, tão bem conheciam.
E, talvez por isso, para além do nome Marafona,
apelidaram-te Colorida.
Pareceu-me muito bem, Marafona Colorida!
Na escola aprendeste que uma marafona é uma boneca de trapo,
feita à mão e que, originalmente, podia servir como amuleto.
Colocada por baixo do colchão, na noite de núpcias de um casal,
a marafona, protegia todos os seus segredos amorosos;
podia também servir como amuleto para afastar as tempestades/ trovoadas e
podia ser como um "Anjo da guarda" que protegia uma criança,
quando a marafona era colocada à janela de casa.
E, na escola, ensinaste. Ensinaste como foste construída.
E contigo, outras marafonas nasceram,
à tua semelhança, seguindo depois, todas elas, os seus destinos.
Cumpriste o teu principal objetivo: ensinar o que sabias e
regressaste a casa, no final do ano letivo, mais rica,
com as lendas que ouviste (mesmo sem ouvidos) a teu respeito.
Contei-te, agora, a tua história (bem simples, mas tão rica de amor),
minha querida Marafona Colorida, digo-te que,
embora muito suspeita, continuo apaixonada por ti,
tal como no primeiro dia! ;)
❤ Inspiras-me. ❤