11 de setembro de 2016

"Uma enorme ternura..."


Deixaste-nos escrito, de Santo Agostinho,
"Se me amas, não chores".


Ainda cheguei a pensar, ao ler a frase, que, 
se calhar, não te amo assim tanto...
porque não consigo não chorar...

Mas Amo-te, sim, e MUITO! 
No entanto se me pedes para não chorar,
 é o que vou fazer...
(Deixas-me, no mínimo, chorar
quando estivermos só as duas?!...)


Ainda segundo Santo Agostinho,
(inspirado na sua oração) agora para ti:

A morte não é nada.
Apenas passaste ao outro mundo.
Tu és tu, eu sou eu.
O que fomos uma para a outra ainda somos.
Dar-te-ei o nome que sempre te dei.
Falar-te-ei como sempre te falei.
Não mudarei o tom a um triste ou solene.
Continuarei rindo com aquilo que nos fazia rir.
Rezarei, sorrirei, pensando em ti...
Que o teu nome se pronuncie cá em casa,
como sempre se pronunciou 
(primeiro, tia Carlita, depois, a madrinha Carlita, 
quando o filhote pediu para ser batizado 
e ele próprio participou na escolha da sua madrinha),
sem ênfase ou rosto de sombra.

Que a vida continue a significar o que significava.
Que  a vida continue a ser o que era,
até porque o cordão de união não se quebrou.

Porque estarias fora dos meus pensamentos,
apenas porque estás fora desta vida?

Não estás fora da minha vida,
nem considero que estejas longe, 
estás, somente, do outro lado.

Redescobrirei o teu coração 
e nele redescobrirei a ternura mais pura.

E tal como nos pedes, não chorarei,
porque: Amo - te e MUITO!

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